O atentado de Boston aumentou a preocupação das
autoridades brasileiras com ações terroristas na Copa. Para o Ministério
Público, estamos atrasados.
Na última quinta-feira (18), às 10h30, o ministro da Defesa, Celso
Amorim, reuniu-se com seus principais auxiliares. Queria saber como
andam os preparativos para garantir a segurança durante a Copa das
Confederações, marcada para junho próximo, e na Copa do Mundo, no ano que vem. A reunião ganhou contornos mais preocupantes após o atentado à bomba em Boston.
Amorim estava especialmente interessado nas informações do general
Marco Antônio Freire Gomes, comandante da Brigada de Operações
Especiais, localizada em Goiânia. Freire Gomes é o responsável pelo
destacamento encarregado das ações contraterrorismo durante grandes
eventos. Essa elite militar conta com 1.200 homens especializados em
atividades delicadas, como o desarme de bombas e artefatos químicos e
radiativos. Entram em ação em situações extremas. Para um país com
histórico pacífico, tamanha preparação pode até parecer desmedida. A
natureza do terrorismo, revelada na tragédia de Boston, prova que não é.